
Porque a cada imagem que vejo me vem um borrão na consciência!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Como se fosse morrer.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Do Que Preciso
domingo, 1 de agosto de 2010
O que trás a Chuva

Os desenhos do teto, causados pela infiltração da chuva, brincavam de ser tudo aquilo que ele queria ter.
Era fácil enxergar um banco, talvez de praça, talvez ônibus, (imaginava-se em muitas situações só por precaução).
Enxergava outras pessoas, pareciam estar em movimento, passando por ele.
Viu quem tinha pressa e não lhe deu nenhum segundo de visão.
Viu quem parecia passear com um cachorro (ou um coelho dependendo do ponto de vista). Viu também quem parecia andar acompanhado ou ao menos alguém grande o suficiente pra tomar espaço de dois!
Viu o que parecia ser criança, viu o que parecia ser velhos com problemas nas costas. (Não quis incluir nenhum corcunda na história pra não fugir da realidade).
Via o queria e do jeito que bem entendesse.
Quer dizer, tudo o que queria, de certa forma, não.
Via espaço demais ao lado de quem ele era sentado no banco.
Não via quem ele queria ser do lado daquela que ele queria ter.
Mas é engraçado porque ele sorria.
É engraçado porque ele sempre dizia que talvez ela apareceria com a chuva de um próximo dia.
E se?

E se você me surgisse assim, no meio de qualquer tarde sem graça, alguns atos antes da lua se mostrar substituta do sol.
E se você viesse vestida das cores que eu mais gosto eu com certeza teria no fundo da minha gaveta de roupas velhas, uma canção pra você.
E se por isso o dia não precisasse nascer, posto que com isso o nosso canto não teria fim e que teríamos toda luz que precisássemos só pela flexão dos nossos olhos.
E se nos faltasse notas sei que inventariamos tantos outros sóis que de tanto subir escala teríamos estrelas de platéia.
E se as palavras nos traíssem sei que pela forma que meço meus dedos no teu corpo eu te mostraria outra maneira de comunicar.
E se ainda sim o dia insistisse em nascer a gente inventaria algum absurdo que seria pra todo mundo daqui fugir.
Mas e se antes de tudo isso você realmente estivesse aqui, esse poema nem precisaria existir.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Sobre Folhas (ou um Conto de Infância)
Enquanto espero o Sinal
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Entre Tantos
Entre tantos, agora eram carne em simetria.
Entre afagos, algumas pausas. [Pura necessidade de respiração].
Entre mãos, cicatrizes, espinhas, pêlos ou qualquer outra coisa que nos é natural.
Entre gosto é agridoce, o doce veneno do sal da pele.
Entre espaço não temos mais nenhum centímetro. Tudo é linha tênue e entre nós a linha agora é curva.
Entre apegos o desapego do tempo e das lembranças. Indiferença para qualquer Tic-Tac.
Entre sons, o silêncio e a quebra do silêncio com sussurros ditos em outras línguas.
Eram assim:
Entre dedos, cabelo.
Entre corpos é comum.
Entre muitos eram dois.
Entre dois eram um.
Alguma Coisa Acontece

Mas é que as vezes dá uma coisa na gente que a gente fica sem saber explicar.
A gente fica meio assim, sem jeito, sem saber o que falar.
Coisa estranha essa.
Tenho muita coisa guardada dentro de uma caixa de sapato, em baixo da minha cama. Procurei ali alguma coisa que explicasse essa coisa que eu sinto, mas é tanta coisa em vão que em vão se torna o tempo que vou perdendo.
Qualquer coisa nas gavetas, nas estantes, no sótão ou no porão, (e olha que no porão tem muita coisa), qualquer coisa não era a coisa que eu sentia.
Vou sair. Roupa amassada e chapéu. Coisa Rotineira.
Na rua, tropeço em alguma coisa aqui, outra ali... Nada demais, coisa normal.
Bar. Entro.
Sento e já tenho um copo e bebida.
(Mas não é exatamente o que quero).
Entre copos, coisa estranha acontece.
Ela entra. Senta.
De longe é fácil perceber que ela usa alguma coisa para prender o cabelo.
Copo na mão. Na minha também.
Ela me olha e eu faço cara de qualquer coisa.
(Coisa estúpida).
Ela sai. Dinheiro na mesa.
Eu também.
Na rua, chamo por ela. Grito qualquer coisa.
Ela para. Sorri engraçado. Linda.
Eu ando. Não digo nada.
(Não poderia dizer qualquer coisa).
Digo o nome. Ela também.
(Bom, isso é um começo).
Digo sobre outra bebida.
Eu tinha que dizer alguma coisa!
Ela aceita.
Ela sorri. Sorrio.
(...)
Isso até me parece alguma coisa.
Assinar:
Postagens (Atom)



