sábado, 5 de fevereiro de 2011

Meu amor, minha flor, minha menina (Zeca Baleiro)


Meu amor minha flor minha menina
Solidão não cura com aspirina
Tanto que eu queria o teu amor
Vem me trazer calor, fervor, fervura
Me vestir do terno da ternura
Sexo também é bom negócio
O melhor da vida é isso e ócio
Isso e ócio
Minha cara, minha Carolina
A saudade ainda vai bater no teto
Até um canalha precisa de afeto
Dor não cura com penicilina
Meu amor minha flor minha menina
Tanto que eu queria o teu amor
Tanto amor em mim como um quebranto
Tanto amor em mim, em ti nem tanto
Minha cora minha coralina
mais que um goiás de amor carrego
destino de violeiro cego
Há mais solidão no aeroporto
Que num quarto de hotel barato
Antes o atrito que o contrato
Telefone não basta ao desejo
O que mais invejo é o que não vejo
O céu é azul, o mar também
Se bem que o mar as vezes muda,
Não suporto livros de auto-ajuda
Vem me ajudar, me dá seu bem

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Bela

Eu esperava ansiosamente para a construção de minha maior obra, obra que se tornasse prima, que se tornasse minha.
Diferente das obras que fiz, das que ocupam o papel mas por pouco tempo ocupam o coração.
Surge você.
De dentro para fora, estranhamente parecia que já estava. 
(Ou qualquer outro verbo que conjugue o meu passado).
Obra bela, você é poesia minha.
Ter você em minhas linhas é não mais precisar de rimas.
E se você me aparece como uma obra já terminada, a tinta que me cabe é somente para o ponto final.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Palavras sem Teto


Tristes são os meus poemas mais bonitos, aqueles que dizem algo sobre alguma paixão.
Todos aquelas palavras orfãs que perderam o sentido e o incentivo de correr as linhas.
Só pelo motivo de também perderem o afago da musa da inspiração.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Simples

Eu te tomaria em meus braços numa velocidade que assustaria o seu coração.
O faria bater tão forte que ele ficaria confuso.
Quem é esse que me aperta?
E por me apertar, como me faz respirar tão rápido?
Eu teria dedos em você.
A mapearia com minhas falanges e te mostraria meu amor pelas minhas digitais.
Mas nem tudo seria toque.
Com tudo isso também lhe diria tudo o que eu viesse a sentir.
Você teria as batidas do meu coração narradas ao pé de ouvido ou gritadas pra todo mundo ouvir.
Por questões de lógica, minha senhora, se eu a tivesse, você teria a mim.

Qualquer Outro Verbo


Apaga a luz do quarto, não quero mais ver o seu retrato sem cor em cima do criado mudo do lado da minha dor.
E deixa a porta aberta, deixa sair daqui o que sobrou. 
Das nossas conversa baratas, tão chatas, depois do amor.

Amar ou qualquer outro verbo que pintar. Se tratando de nós dois, meu bem,  não conjugo (não juro) nunca mais.

É querer demais descansar em paz?
Deixa o corpo cair, traz uma vela e faz uma oração. 
Aqui jaz um coração.
Mas pensando bem, que mal tem? 
Exagero é tão normal. 
Vou desfazer meu velar mas não te canto mais um canto de amar.

Deixa a vida se mostrar diferente.
Vou ao menos me preocupar com algo que sustente.
vou ao menos me preocupar em...
Amar ou qualquer outro verbo que pintar.

Reflexão (Ada Kiau)


A caminhada por entre os pés de ipê amarelo trouxe várias histórias á tona.
Pensou em todos os amores efêmeros que teve na vida.
Pensou também nas amizades momentâneas, pensou em tudo.
Ela chorou de saudades, de arrependimento do fazer e do não fazer.
Sentiu uma gota cair em seu ombro, olhou para cima e viu que a noite já chegava, calada.
Decidiu sentar-se na relva e tentar limpar a cabeça que fervilhava coisas que ela nem queria saber.
Como um passe de mágica seu olho se fechou e ela dormiu profundamente, como se não tivesse mais nada além dela e da paisagem.
Quando acordou, levantou-se, já estava escuro.
Ela resolveu voltar para casa e resolveu que não queria mais ficar só.
Procurou em alguns telefones, contatos...
Procurou na vida...
Ainda procura!



Segue em baixo o blog da Ada com muito mais!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Agora voa (Por Mayumi Kariya)


Ilustração e texto Mayumi Kariya. 


Acessem o link do blog dela que é sensacional! 
E vou comçar a realizar mais desse intercâmbio "blogstíco"!!!

Passos Tortos.

Amor Seguindo os Segundos



E quando eu te encontrar gostaria que fossemos como os dois ponteiros do relógio.
Isso de saber que o tempo escorre mas te valorizo pelo minuto eu tenho você. 
E que nos últimos segundos você me dê a saudade para carregar.
Só para sobreviver a eternidade de mais uma hora.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Oi *-*

Todos riscos que rabisco se transformam no teu rosto
Fico louca com a bagunça da minha cabeça,
ai as frases no papel fazem alvoroço.
- Parem com essa loucura! Eu digo.
- Desembaracem essa mistura, preciso me concentrar.
Mas tão pouco dura, e é já que elas voltam a bagunçar.

É, eu te lembro em tudo que me apaixona,
em tudo que vejo amor, em tudo eu te vejo amor,
naquilo que respiro, naquilo que toco,
com todos sentidos te sinto.
Como posso não escrever de você?

Eu vou desistindo, mesmo que eu fique repetitiva.
Repetitivamente repleta de amor,
não vejo outra alternativa.
Então vou te escrever, te descrever,
mesmo com tudo fora do lugar,
mesmo com agente fora de lugar.

Fazer um som só sobre você...
Roube meu som,
Roube meu hobby de som
Seja o Robin Hood da inspiração.

Roube som, minhas rimas, minha sonoridade.
Roube meu som, faça só sua minha vontade.
hobby de som, deixa meu hobby ser te amar
meu Robson.

ass: Admiradora secreta